Onde quando e enquanto todos perderam suas cabeças, você perdeu seu coração. Eu procurei segurá-lo em minhas mãos geladas (de um tato frio), no entanto você insistia em não deixá-lo sob meus cuidados. Preferiu o trato frio das suas próprias mãos, o que fazia sua pulsação congelar, e mitigar, e extinguir-se num sopro do vento da noite fria. Uma noite que poderia ser quente, se a candura gélida do seu coração encontrasse o ritmo frenético das minhas batidas, que, ao seu lado, tremiam insólitas de frio de nervoso de curiosidade de ansiedade e por eu estar completamente perdido na sua.
Não pude conhecê-lo ontem a noite. Nada me dá uma pista do seu sentimento. E, a cada vez que isso acontece, eu me apaixono mais. À medida em que o tempo passa e quanto menos eu te conheço, mas eu te quero.
Eu não te conheço
Mas eu te quero
Ainda mais por isso.
Eu não me importo com isso. Enquanto eu amo, eu sou feliz e nunca perco a noção de que por tudo aquilo que vale a pena ter vale a pena esperar.
E eu espero tudo o que for preciso.
Um recado para seu congelante coração cândido: nunca faltarão novas oportunidades para futuras coragens.
sábado, 30 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Noite Passada III - Voe, pássaro cativo!
Ontem eu abri a gaiola do pássaro cativo. Dei-lhe a oportunidade de fazê-lo voar, pois estava certo que ele estaria preparado para o voo. Coloquei-o em minhas mãos, e aticei-o com uma conversa aliciante, esperando o momento em que ele tomaria o impulso para o salto. Não saltou. O pássaro cativo fechou as asas, negando a si e a mim a maior chance de levantar voo em minha companhia. Em meus sonhos aquele momento seria libertário, pois havia-o (e a mim mesmo) preparado para o voo.
Os momentos que antecederam o fracasso da minha tentativa foram, de todo, tendentes à minha tomada de iniciativa. O pássaro me olhava com aqueles mesmos olhos penetrantes de quando o conheci pela primeira vez, e sua boca parecia querer tocar a minha de uma vez por todas, mais do que nunca (nunca talvez a tocará?) na companhia do seu toque íntimo que não veio. Eu cría no voo. Ainda creio, pois o pássaro cativo não me disse ainda que não quer voar de asas dadas comigo. Ainda sonho com o dia em que impulsionaremos nossas asas atadas no sentido de um vôo infinito - pássaros libertos voando juntos, como se pássaros pudessem voar de asas dadas.
Não se preocupe, pássaro, caso ainda queiras livrar-se do cativeiro na companhia do meu voo. Eu esperarei o quanto necessitar pela sua audácia. Em mim, nunca lhe faltarão novas oportunidades para futuras coragens. Em mim tens um companheiro para o voo, para a vida, para sempre, permanentemente.
Tu és belo, pássaro cativo! Mas não voas. E mais que tudo, eu preciso que tu voes pra eu próprio poder me libertar, cativo! Tua dúvida é a minha dúvida: Liberte-se, pássaro cativo, para que eu próprio saia desta escravidão.
Os momentos que antecederam o fracasso da minha tentativa foram, de todo, tendentes à minha tomada de iniciativa. O pássaro me olhava com aqueles mesmos olhos penetrantes de quando o conheci pela primeira vez, e sua boca parecia querer tocar a minha de uma vez por todas, mais do que nunca (nunca talvez a tocará?) na companhia do seu toque íntimo que não veio. Eu cría no voo. Ainda creio, pois o pássaro cativo não me disse ainda que não quer voar de asas dadas comigo. Ainda sonho com o dia em que impulsionaremos nossas asas atadas no sentido de um vôo infinito - pássaros libertos voando juntos, como se pássaros pudessem voar de asas dadas.
Não se preocupe, pássaro, caso ainda queiras livrar-se do cativeiro na companhia do meu voo. Eu esperarei o quanto necessitar pela sua audácia. Em mim, nunca lhe faltarão novas oportunidades para futuras coragens. Em mim tens um companheiro para o voo, para a vida, para sempre, permanentemente.
Tu és belo, pássaro cativo! Mas não voas. E mais que tudo, eu preciso que tu voes pra eu próprio poder me libertar, cativo! Tua dúvida é a minha dúvida: Liberte-se, pássaro cativo, para que eu próprio saia desta escravidão.
Noite Passada II - Sob o silêncio das estrelas
Solidão.
O silêncio das estrelas.
A ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.
Como um Deus
E amanheço mortal.
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim.
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal.
Uma porta pro infinito.
O irreal.
O que não pode ser dito, afinal.
Ser um homem em busca de mais.
Afinal, como estrelas que brilham em paz.
Solidão.
O silêncio das estrelas.
A ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.
Como um Deus.
E amanheço mortal.
Lenine
O silêncio das estrelas.
A ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.
Como um Deus
E amanheço mortal.
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim.
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal.
Uma porta pro infinito.
O irreal.
O que não pode ser dito, afinal.
Ser um homem em busca de mais.
Afinal, como estrelas que brilham em paz.
Solidão.
O silêncio das estrelas.
A ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos.
Como um Deus.
E amanheço mortal.
Lenine
Noite Passada
Encha, então de palavras a minha loucura
Ou me deixe viver na minha serena
Noite de alma pra sempre escura.
"Tchau, até semana que vem".
Ou me deixe viver na minha serena
Noite de alma pra sempre escura.
"Tchau, até semana que vem".
El poeta pide a su amor que le escriba
Amor de mis entrañas, viva muerte,
en vano espero tu palabra escrita
Y pienso, con la flor que se marchita,
que si vivo sin mí quiero perderte.
en vano espero tu palabra escrita
Y pienso, con la flor que se marchita,
que si vivo sin mí quiero perderte.
El aire es inmortal. La piedra inerte
ni conoce la sombra ni la evita.
Corazón interior no necesita
la miel helada que la luna vierte.
Pero yo te sufrí. Rasgué mis venas,
tigre y paloma, sobre tu cintura
en duelo de mordiscos y azucenas.
Llena pues de palabras mi locura
o déjame vivir en mi serena
noche del alma para siempre oscura.
Frederico Garcia Lorca
sábado, 9 de maio de 2009
Não consigo reprimir
Eu não consigo reprimir. Não consigo e eu preciso extravazar. Eu preciso mostrar pro mundo, o mundo precisa ver, ver todo o amor, o amor que eu tenho em mim. Me diz, por que ficar sozinho? Por que ficar sozinho se com você é tão melhor? Eu tenho muito pra dizer, dizer o que eu quero lhe dizer ou dizer qualquer coisa. Cara, não teria nada que eu não faria por você, se você me deixasse tentar. Eu não consigo me reprimir, não consigo guardar só pra mim o que eu sinto por você, não consigo trancafiá-lo e esconder pra sempre.
Eu sou todo amor pra você, e o seu amor agita o meu sangue, meu sangue faz minha cabeça girar e a minha mente se apaixona, oh, não dá mais. Não dá mais pra segurar. Eu preciso liberar e deixar o mundo saber de todo esse amor, um amor tão à flor da pele. Como você não consegue ver? Como você não enxerga se está escrito na minha cara, se meus olhos não escondem, e se o mundo todo já percebe?!
Eu quero ter você aqui junto comigo. Então não corra, não se esconda enquanto eu estou com você. E diga. Diga tudo que você quer dizer, diga o que quiser, diga tudo, qualquer coisa.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Confusão
Se você não é pra mim, por que eu sou feliz com você e por que nossas mãos se encaixam perfeitamente uma na outra? Se você não é pra mim, por que seus olhos respondem aos meus chamados? Se você não é pra mim, como eu vou ter forças pra seguir em pé?
Eu não sei o que o futuro nos preserva, mas eu sei que estamos juntos agora e que eu quero compartilhar minha vida inteira com você. Mas eu não sei o que fazer.
Eu não quero me esconder, mas eu não aguento mais a confusão: se eu não fui feito pra você, por que meu coração diz que eu fui? Há algum jeito de eu ter certeza de que seus braços foram feitos pra me abraçar?
Se eu não preciso de você, por que eu chorei ao ver você dispersar? E se eu não estivesse tão na sua, por que sua voz e seu nome ressoariam na minha cabeça o tempo todo? Se você não é pra mim, por que a distância mutila meu corpo? E por que eu sonho com você todas as noites?
Eu não sei por que você é tão distante e se faz tão complicado, mas eu sei que eu e você, que isso tudo é verdade. E que nós vamos ficar juntos. Então por que eu sonho que você esteja na construção da minha vida? Se você não é pra mim, o que é então?
Cause I need you, body and soul so strong that it takes my breath away
And I breathe you into my heart and pray for the strength to stand today‘
Cause I love you, whether it's wrong or right
And though I can't be with you tonight
You know my heart is by your side.
(Daniel Bedinfield)
Eu não sei o que o futuro nos preserva, mas eu sei que estamos juntos agora e que eu quero compartilhar minha vida inteira com você. Mas eu não sei o que fazer.
Eu não quero me esconder, mas eu não aguento mais a confusão: se eu não fui feito pra você, por que meu coração diz que eu fui? Há algum jeito de eu ter certeza de que seus braços foram feitos pra me abraçar?
Se eu não preciso de você, por que eu chorei ao ver você dispersar? E se eu não estivesse tão na sua, por que sua voz e seu nome ressoariam na minha cabeça o tempo todo? Se você não é pra mim, por que a distância mutila meu corpo? E por que eu sonho com você todas as noites?
Eu não sei por que você é tão distante e se faz tão complicado, mas eu sei que eu e você, que isso tudo é verdade. E que nós vamos ficar juntos. Então por que eu sonho que você esteja na construção da minha vida? Se você não é pra mim, o que é então?
Cause I need you, body and soul so strong that it takes my breath away
And I breathe you into my heart and pray for the strength to stand today‘
Cause I love you, whether it's wrong or right
And though I can't be with you tonight
You know my heart is by your side.
(Daniel Bedinfield)
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