Incrédulo. Impressionado pela magia dos últimos momentos, o chão já não sinto mais. Sinto não haver superfície sob meus pés e a proximidade das nuvens está me fazendo delirar. Estou nas nuvens. Cadê o chão? Quando falas comigo, o chão desaparece e minhas pernas tremem. Minha boca enrijece e eu perco a conexão entre aquilo que eu acabei de dizer e aquilo que eu estava prestes a pensar. Cadê meu chão?
Já não sei mais o que dizer. O que era para ser feito, já é passado; eu vivo à luz do novo tempo: ou é céu, ou é inferno. O chão já se foi. Agora fico à revelia do pêndulo do acaso, que pode vacilar do céu ao inferno, me destinando peremptoriamente àquilo que me está guardado, e que somente tu conheces. O pêndulo vai pra lá e vem pra cá, movendo-se por altos e baixos. Independentemente da minha vontade. Dependendo somente da tua.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
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